Método Charmat e Método Champenoise: processos de elaboração de espumantes

Já notou que expressões como “Charmat”, “Champenoise” ou “Método” Tradicional" podem aparecer no rótulo de uma espumante?

O que querem dizer e qual a diferença entre Charmat e Champenoise?

Continue a leitura e você irá descobrir!

O que é o método Champenoise?


É em Champagne, na França que surgiu o primeiro método de elaboração de espumante, o champenoise. Segundo os historiadores, o inventor foi Don Pérignon.

Essa é a forma tradicional de produzir espumantes, e demanda de duas fermentações, como todo espumante. Mas no caso deste método é necessário alguns cuidados.

Na etapa de engarrafamento, o enólogo adiciona um líquido que possui o nome de liqueur de tirage, que nada mais é do que uma mistura de açúcar e vinho, açucar que inclusive poderá vir de beterraba.

Essa mistura também tem leveduras escolhidas, que são fundamentais para dar início ao segundo processo de fermentação. Na sequêcia, a garrafa é fechada com uma tampa de metal, semelhante a tampa de cerveja. Nesse ponto inicia a formação de gás carbônico que vai proporcionar as bolhas, ou perlage.

A fermentação irá gerar resíduos, estes são chamados de borras. Tendo em vista que a bebida já está em sua garrafa final, como retirar os sedimentos? Lembrando que o tempo de descanso do espumante dependerá do objetivo do enólogo.

Então, e os sedimentos como retirá-los de dentro da garrafa? Para isso é feito o que se chama remuage. Do que se trata? A garrafa com o espumante em ferementação é colocada em cavaletes chamados pupitres, e diariamente são giradas 90º e aos poucos inclinadas até ficar com a tampa para baixo.

A remuage fará com que a borra nas paredes e no fundo se desgrude, e depositem-se no garga-lo, que estará apontando para o chão. Esse processo pode durar 60 dias. A próxima etapa é congelar o bocal e retirar a tampa, essa ação faz com que a própria pressão expulse da garrafa os resíduos congelados. Incrível!

Neste ponto pode-se ter uma pequena perda de bebida, e para compensar isso as vinícolas fazem uma reposição de espumante com o licor de dosagem, que é uma mistura de açúcar, vinho e dióxido de enxofre. Isso determina o estilo da bebida e serve também de antioxidante. Somente então a garrafa recebe a rolha e está pronto para reserva ou para venda.

Este método é utilizado para produção de champagnes, mas espumantes de todo mundo podem utilizar esse processo também, porém não devem se chamar champagne visto esse nome se tratar de Denominação de Origem.

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E o método Charmat, qual a diferença?

O método charmat foi desenvolvido em 1895 por um italiano chamado Federico Martinotti. Na Itália, é comum ouvir chamar esse método de Martinotti. Com o tempo porém, o processo foi aperfeiçoado. Com resultado positivom foi novamente patenteado pelo francês Eugène Charmat em 1907 e recebeu o sobrenome do mesmo.

Da mesma forma com o método tradicional, o vinho deverá passar por uma segunda fermentação, para criar as perlages. Porém, diferente do método champenoise, que ocorre detro da garrafa, no Charmat é realizado em grandes tanques de inox, que são chamados de autoclaves. Esses tanques são produzidos para aguentar a presão da fermentação.

Então, resumindo, após o vinho tranquilo ser produzido, ele é colocado no tanque de aço inox e, uma vez no novo recipiente, são acrescentadas leveduras escolhidas e açúcares para dar início a segunda fermentação, para gerar o gás carbônico.

Uma característica peculiar das espumantes produzidas por meio desse método é que ele permite um o controle do nível de gás carbônico e da temperatura durante o processo. O que isso traz de benefício? Realça as notas de frutas e a frescura do espumante, que geralmente é produzido com uvas como Lambrusco, Moscato, Glera (casta do Prosecco italiano), Riesling entre outras.

Os resíduos sólidos que ficam depositados no tanque (ou seja, as leveduras mortas) são filtrados e depois a espumante é engarrafada.

Uma diferença adicional entre Charmat e Champenoise é o tempo que se gasta na elaboração até estar pronto para comercialização.

Charmat é concluído em alguns dias enquanto o Champenoise pode demorar meses para ser concluído. Isso explica porque os valores dos espumantes produzidos pelo método charmat são em geral mais acessíveis. Além disso, outra vantagem comercial é que permite a produção de muitos litros ao mesmo tempo, num processo de indústria.

Charmat ou Champenoise, qual escolher?

Para escolher o espumante ideal para você é importante definir a ocasião e o seu gosto pessoal, ou ainda se a intenção é harmonizar com algum prato específico.

Se está em busca de algo mais estruturado com fortes aromas presentes e feito pelo método champenoise, minha sugestão é o Espumante Pedregais Extra Brut.


Elaborado com uvas Chardonnay, Pinot Noir Itálico através do método tradicional, o espumante passou por 18 meses de contato com as borras e leveduras.
 
Os aromas são intensos e complexos, desde a fruta (como maças e frutas de polpa branca) até o aroma mais evoluído como tostado, pão torrado entre outros.
 
Persistente, bom volume, boa acidez e cremosidade são parte da descrição sensorial deste espumante.
 

No entanto se o que busca é algo mais prático e versátil, porém sem desperceber da sofisticação, sua melhor opção pode ser o Charmat, como o Espumante Pedregais Brut.

Este espumante combina com várias ocasiões. Por exemplo, happy hour ao final do dia com o pessoal da empresa, ou aquele jantar com alguém especial ou ainda, aquele almoço de domingo com toda família.

Assim sendo, sempre que for escolher um espumante, preste atenção principalmente no método de elaboração (Charmat ou Champenoise) e na categoria de dulçor (nature, brut, seco, demi-sec, doce, entre outras). Isso pode ser fundamental para não errar na seleção. Dessa forma você garante a melhor experiência ao degustar uma espumante.

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